APM e IESAPM realizam Aula Magna ministrada por José Luiz Gomes do Amaral

Com o tema “Telessaúde”, a aula inaugural representou às boas-vindas aos alunos e foi o pontapé de abertura do segundo semestre do Instituto de Ensino Superior da Associação Paulista de Medicina no ano de 2022

A noite da última terça-feira, 21 de junho, foi afortunada pela apresentação de Aula Magna ministrada pelo presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral. Com o tema “Telessaúde”, a aula inaugural representou às boas-vindas aos alunos e foi o pontapé de abertura do segundo semestre do Instituto de Ensino Superior da Associação Paulista de Medicina no ano de 2022, marcando o retorno da graduação e dos demais cursos de extensão que compõem o IESAPM.

O coordenador da graduação do Instituto, João Luiz de Souza Lima, foi responsável por dar abertura à palestra, comemorando que o credenciamento da faculdade havia sido liberado pelo Ministério da Educação (MEC). “Está tudo caminhando para que a gente possa fazer tudo aquilo que idealizamos desde o início, uma universidade ligada a uma profissão muito necessária e respeitada. Estamos fazendo o possível para proporcionar o desenvolvimento da Saúde através da educação”, disse.

Ao assumir a palavra, José Luiz Gomes do Amaral explicou que os participantes estavam passando a conhecer a APM a partir de uma nova perspectiva, evidenciando que toda a estrutura da Associação foi reformulada e modernizada, pensando especialmente em acolher o IESAPM. Conforme a explicação do presidente, nem mesmo as dificuldades dos últimos dois anos – ocasionadas por conta da pandemia de coronavírus – foram capazes de desacelerar os investimentos realizados em prol do Instituto.

Neste sentido, Amaral demonstrou que, se foi possível tirar lições positivas da pandemia, está no fato de que o período possibilitou o desenvolvimento da Telemedicina, discussão que até então estava cravada apenas em embasamentos teóricos, mas não práticos. Para isso, relembrou a história da evolução humana, indicando que o homem sempre buscou se desenvolver e identificar na natureza objetos que iriam auxiliar na execução de suas atividades, tornando-as mais práticas e eficientes, o que reflete no intuito da Telemedicina.

“Há quem faça ressalvas e acredite que a tecnologia pode nos afastar daqueles que precisam dos nossos cuidados. Mas o que acontece, na verdade, é que a telemedicina nos faz enxergar melhor os nossos pacientes, permitindo que vejamos coisas que não víamos antes e expandindo cada vez mais o acesso à Saúde”, indicou.

Praticidade

Para demonstrar de que maneira a Telemedicina, em conjunto com as novas tecnologias, servem para contribuir com o trabalho do médico, o presidente da Associação Paulista de Medicina indicou que no decorrer dos últimos anos foram realizadas diversas pesquisas com o objetivo de ouvir profissionais e pacientes a respeito de suas opiniões acerca do tema. José Luiz Gomes do Amaral destacou que a telemedicina não veio para substituir o trabalho do médico, mas que é inevitável que ela substitua aqueles que não se adequarem à era digital.

“As pesquisas demonstram que mais de 90% dos hospitais já incorporaram tecnologias deste tipo, além de acharem que elas trazem avanços. A população é muito suscetível e receptiva a essas novas técnicas. É claro que existem situações específicas que pedem a presença do médico, mas atualmente mais da metade das pessoas aceitariam ser atendidas por um robô dependendo da situação. Isso representa que nós temos que entender essa era tecnológica e aceitar que ela veio para ficar”, explicou.

Para que seja possível acompanhar essas atualizações que o setor de Saúde está passando, é necessário implementar uma série de limites, que englobam ética, leis, técnicas e seres humanos. Amaral relembrou que o código de ética que norteia a Medicina é repleto de fundamentos que regulam a ação dos profissionais, de modo que o médico, enquanto servidor da área da Saúde, precisa ter sempre como seu primeiro e maior objetivo a assistência aos pacientes, com vontade de curar e ajudar, para assim, aprimorar conceitos e acompanhar evoluções.

Limites distintos

Além disso, relembrou as questões que incorporam os limites legais. Atualmente, a Lei Geral de Proteção de Dados (nº 13.709/2018) está tendo uma forte ação nos mais variados âmbitos que constituem a sociedade. Por isso, é fundamental que os médicos, enquanto profissionais que têm acesso às questões mais sensíveis de seus pacientes, respeitem a sua integridade e utilizem tais dados com responsabilidade.

Sobre as questões técnicas, Amaral evidenciou a existência dos dispositivos que foram desenvolvidos a fim de contribuir para uma melhor prática do trabalho do médico. “Um exemplo disso é o estetoscópio, que após a sua criação permitiu uma aproximação do paciente e um melhor entendimento do que estava sendo sentido. No entanto, atualmente já existem aplicativos que fazem o trabalho deste aparelho, tendo uma precisão muito maior e servindo como um método mais eficiente”, elaborou.

Por sua vez, a respeito dos limites que englobam os seres humanos, o médico destacou a relação entre o profissional e seus pacientes, demonstrando que atualmente é possível realizar exames estando cada lado em continentes diferentes, sendo auxiliados através de aparelhos tecnológicos que ajudam na obtenção de resultados.

Ao finalizar sua apresentação, José Luiz Gomes do Amaral frisou que não há como tentar fugir das inovações que surgem diariamente, indicando que elas estão cada vez mais elaboradas. “A modernidade é como um tsunami. Ela pode ser trágica, mas se você estiver acima, é capaz de entender e sobreviver aos rastros que serão deixados. A tecnologia chegou, os limites são muitos e precisam ser superados com muita rapidez, portanto, o que precisamos fazer é acompanhar esta evolução tecnológica, procurando entender e utilizar essa técnica maravilhosa que desenvolvemos e colocamos à nossa disposição”, encerrou.

Fotos: Marina Bustos

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