
Aulas começam em setembro deste ano e focam em temas interdisciplinares
O Instituto de Ensino Superior da Associação Paulista de Medicina (IESAPM), em parceria com o Programa Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH), está lançando a pós-graduação Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente. O curso, que começa no dia 28 de setembro, contará com aulas ao vivo, realizadas às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h, trazendo conteúdos inovadores e interdisciplinares.
Para a coordenadora da pós-graduação, Cida Novaes, ela se destaca no fato de que foi pensada especialmente àqueles que buscam entender como qualidade e segurança dos pacientes estão atreladas à rotina dos serviços de Saúde, contribuindo, assim, para atender necessidades mais concentras do mercado de trabalho.
“Hoje, as instituições de Saúde procuram profissionais que não tenham apenas conhecimento técnico, mas que consigam olhar para os processos de forma mais ampla, identificando problemas, analisando suas causas, trabalhando com indicadores, propondo soluções e acompanhando se essas mudanças estão, de fato, trazendo resultados”, explica.
Segundo ela, o objetivo é contribuir para que os alunos desenvolvam um olhar mais crítico e prático sobre a realidade dos serviços de Saúde. “Queremos formar profissionais que tenham conhecimento, mas que também saibam aplicá-lo e mostrar, na prática, o valor que pode ser entregue a uma organização de Saúde. Um dos grandes diferenciais está justamente no percurso que construímos, não pensamos o curso simplesmente como um conjunto de disciplinas. Existe uma sequência, uma lógica, em que o conhecimento vai sendo construído e, aos poucos, levado para a prática. E quando falamos de qualidade e segurança do paciente, esta é uma área muito dinâmica.”
Por ser uma pós-graduação que envolve diferentes segmentos, ela pode ser interessante tanto para quem já atua na área da Saúde – com foco em qualidade, segurança e gestão – quanto para quem está planejando uma transição de carreira. “O curso foi pensado para acolher esses diferentes momentos profissionais. Estamos falando de um setor que precisa de especialistas capazes de fazer perguntas, analisar problemas, trabalhar em equipe e buscar melhorias. Esse perfil pode estar presente em diferentes formações e funções dentro da Saúde.”
QualiCareer
No decorrer do curso, os alunos contarão com um módulo focado no ingresso e transição profissional, o “QualiCareer”. De acordo com a professora Margareth Aparecida Correia, a sua abordagem foca em ampliar a visão do aluno em relação ao surgimento de carreira, entendimento de mercado e formas para se destacar e conseguir atingir metas profissionais.
“Para tanto, as aulas possuem temas específicos e atividades que ajudam no autoconhecimento e na preparação para o mercado de trabalho – que valoriza os profissionais que têm os seus objetivos de carreira já muito bem definidos. Assim, o profissional da Saúde, ao identificar quais habilidades se destacam e como aplicá-las, tornam-se mais valorizados, uma vez que são capazes de contribuir para o negócio de forma sistêmica”, elucida.
Margareth também evidencia de que forma a abordagem do Qualicareer contribuirá para complementar a formação técnica dos indivíduos. “O conhecimento técnico é uma base essencial e, por si só, demonstra que o profissional busca seu autodesenvolvimento. Entretanto, muitos deles têm dificuldade em aplicar o conhecimento adquirido por desconhecer o seu diferencial. Por isso, é neste sentido que o programa ajudará, no desenvolvimento de metas claras e definição de ações.”
Parceria
Cida define que ao alinhar a estrutura acadêmica do IESAPM com a expertise do CQH na promoção da qualidade hospitalar, é possível transformar o conhecimento e a experiência, tornando-os mais assertivos e contribuindo para a qualificação.
“Quando qualificamos profissionais, não estamos beneficiando somente essas pessoas individualmente. Estamos ajudando a levar conhecimento e boas práticas para as instituições e, consequentemente, contribuindo para uma assistência mais segura e uma melhor experiência para o paciente. É isso que dá sentido à formação, preparar pessoas que possam voltar para seus ambientes de trabalho e fazer a diferença de maneira concreta”, complementa.